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sábado, 26 de março de 2016

MEDO - 2ª Parte

Por: Rafael Casé . Continuando...
E olha que eu estava a muitos milhares de quilômetros da ilha de Manhattan, mais precisamente no bairro de São Cristóvão, na redação do SBT, onde trabalhava. Meus olhos estavam pouco mais de um palmo distantes da tela do pequeno televisor preso na parede quando o segundo avião atingiu um dos edifícios. Uma imagem tão profundamente absurda que meu cérebro demorou para processá-la como real. Como se a visão o estivesse tentando enganar. A sucessão de fatos daquela manhã do dia 11 de setembro me deixou sem saber o que pensar. Quantos outros atentados aconteceriam? Qual seria a reação dos EUA? Qual a extensão global que aquilo poderia ter?. Estive nos EUA menos de seis meses depois e o clima era diferente. Havia tensão no ar. Voltei outras vezes e a contestação é de que a vida, por lá, nunca mais voltou ao normal, nem voltará. Um forte esquema de segurança, revistas rigorosas, raio-x de corpo inteiro, rastreamento de vestígios de pólvora ou substâncias químicas. Exagero? Para quem sofreu um ataque daquela magnitude dentro de seu próprio território, todo cuidado sempre será pouco. Depois do ataque ao World Trade Center, a tática terrorista se intensificou. Ó Wall!!!! Continua...

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