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quarta-feira, 8 de março de 2017

O estranho mundo das festas de casamento - 2ª Parte

Por: Ruth Manus - Colunista do Observador. Continuando...
Sem dúvidas produziríamos festas de aniversário de 7 anos melhor do que estamos produzindo um casamento. Nossa sorte foi ter encontrado um assessor tão louco quanto nós, que embarca um pouco nas nossas ideias inúteis, mas limita-as cordialmente. Se nos deixassem, o casamento tornaria-se facilmente algo semelhante a um circo. Duas ou três vezes fui dizer “no nosso casamento” e disse “no nosso carnaval” por engano. Mas não sei se ideia é tão equivocada assim. Sei que é muito fácil embarcar no padrão tradicional de cerimônia, jantar, sequência de músicas e arremesso do buquê. E que nos tratam quase como insanos se tentamos fazer algo que tenha mais a ver com os noivos, fugindo um pouco dessas regras supostamente intransponíveis envolvendo o corte do bolo, o brinde com espumante e as fotos posadas. Nós seguimos firmes, remando contra a maré. E seguimos, acima de tudo, negando esta hipótese de nos tornarmos figuras surtadas, que ficam histéricas por causa de uma alteração na caligrafia no convite ou por causa de um canapé de salmão que não saiu como esperado. Às vezes me parece que as pessoas esquecem que uma festa de casamento deve ser uma fonte de alegria, de integração das famílias e de infinitas razões para comemorar. Transformaram os casamentos em eventos megalômanos que são pura fonte de stress durante meses, para gerar 150 belas fotos de suposta felicidade numa única noite. Não quero embarcar nisso não. Pode ser branco, off white, pérola, marfim, verde bandeira ou vermelho sangue, desde que não vire objeto de tensão. Pode ir de vestido amarelo, xadrez ou roxo de bolinhas, desde que esteja contente e feliz pelos noivos. Pode ter canapé de salmão, sopa de cebola ou cachorro quente. Essa noite serve para celebrar o amor e não para provar nada para ninguém. Ó Wall!! FIM



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