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segunda-feira, 6 de março de 2017

O estranho mundo das festas de casamento - 1ª Parte

Por: Ruth Manus - Colunista do Observador
Transformaram os casamentos em eventos megalômanos que são pura fonte de stress durante meses, para gerar 150 belas fotos de suposta felicidade numa única noite. Eu vou casar esse ano. Vamos casar porque nós dois queremos e vamos fazer festa porque nós dois queremos. Ambos embarcaram nessa porque quiseram. Mas confesso, nesses primeiros meses, ter descoberto que sou uma espécie de anti noiva. Na verdade, me descobri uma anti noiva no que tange a estar dentro dos padrões que o mercado das festas de casamento nos impõe. Explico-me: num dado momento ouvi a fatídica pergunta “as toalhas serão brancas, off white, marfim ou pérola?”. Branco. Off white. Marfim. Pérola. Eu nem sabia que off white era uma cor. Foi aí que eu senti meu estômago revirar e suspirei, me perguntando se eu iria aguentar este trajeto até o fim. Começaram debates estranhos sobre o tipo de papel utilizado no convite, sobre a altura do vaso que vai no centro da mesa ou sobre a cor da forminha na qual repousarão os doces. Eu esfrego meus olhos de forma irritada, pensando nos prazos que tenho que terminar no escritório. Outro dia alguém me perguntou se eu iria padronizar os vestidos das madrinhas. Eu nem entendi a pergunta. Insistiram, perguntando se eu não iria definir a cor dos vestidos das madrinhas. Eu caí na gargalhada, disse que não consigo nem decidir o meu, muito menos pensar nos vestidos das madrinhas. Fiquei me imaginado gritando para as madrinhas ‘VOCÊ VAI DE VERDE, HELENA, NÃO QUERO NEM SABER SE VOCÊ GOSTA HELENA, É VERDE E PRONTO”. Gente, é sério que isso existe? Eu e o noivo gostamos de pensar em ideias maravilhosas, regadas a vinho, como colocar baratas de plástico dentro dos convites para assustar as pessoas ou denominar mesas com características físicas, como “mesa dos carecas”; “mesa dos barrigudos”; “mesa dos estrábicos”. Ó Wall!!! Continua...

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