Por: Roberto Almeida - Jornalista. Continuando...
Nos últimos anos, como neste 2017, ficamos em casa, entre quatro paredes, assistindo filmes e relendo livros que nos tocaram em algum momento da vida. No primeiro dia almoçamos num restaurante da cidade, no segundo apreciamos uma boa picanha e no terceiro arriscamos sanduíches naturais numa dessas lanchonetes que aqui chegaram algum tempo atrás. Um ano já que o dinheiro curto não nos permitia esses luxos. Hoje, quando termina a festa e se abre a possibilidade de um começo efetivo do ano no Brasil, nos deixamos em casa, esquecidos dos problemas e da falta de oportunidades, tão comuns ao lugar e à idade. Depois de um filme, de um giro na internet e da releitura de algumas páginas de “O Senhor Embaixador”, nos entregamos a uma busca de vídeos antigos, resgatando alguns cantores românticos ou bregas que marcaram a música popular brasileira, em alguns casos sem o devido reconhecimento. Imagine você, leitor, que Waldick Soriano, já velho, gravou um DVD no Cine São Luiz, no centro do Recife, com direito a casa cheia e casais dançando nos corredores da velha casa de espetáculos cinematográficos. Waldick foi um “brega maldito” a vida toda, sofreu preconceitos de toda ordem. Mesmo assim, teve uma música gravada por Fagner, deu título e foi personagem de destaque num dos livros do jornalista e historiador Paulo César Araújo, além de ter sido reverenciado num documentário realizado pela atriz Patrícia Pillar. “...Amigo, por favor leve esta carta...” Ele gravou o DVD, no conhecido cinema da capital, em 2007 e morreu no ano seguinte. Ó Wall!! Continua...

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