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05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Como foi o massacre do Carandiru? – 1ª Parte

Por: Danilo Cezar Cabral
FONTES Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, Grupo de Ações Táticas Especiais do Estado de São Paulo, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo
O episódio repercutiu até fora do Brasil devido à quantidade de mortos e também à forma como os presos foram abordados pela polícia. Foi uma resposta policial a uma rebelião, que vitimou 111 presos da Casa de Detenção do Carandiru, na capital paulista, em outubro de 1992. O episódio repercutiu até fora do Brasil devido à quantidade de mortos e também à forma como os presos foram abordados pela polícia. 120 policiais militares foram indiciados. Em 2001, o comandante da operação, coronel Ubiratan Guimarães, foi condenado a 632 anos de prisão por 102 das 111 mortes. Ele recorreu da sentença e o Órgão Especial do TJ o absolveu do crime em 2006, mesmo ano em que Ubiratan morreu. Nesse meio tempo em que corria o trâmite do recurso, foi eleito deputado estadual por São Paulo em 2002 e fez parte da bancada da bala. Outros 74 PMs envolvidos no massacre foram condenados em diversos julgamentos feitos entre 2013 e 2014. As penas variavam entre 48 e 624 anos de prisão, mas ninguém foi preso, já que todos recorreram da decisão. Em setembro de 2016, o Tribunal de Justiça de SP anulou os julgamentos de todos os 74 policiais e a Promotoria anunciou que entraria com recurso para manter as condenações. A Casa de Detenção foi inaugurada em 1956, pelo governador Jânio Quadros. Inicialmente, o projeto previa abrigo para 3.250 presos, mas, com o passar dos anos, teve sua capacidade máxima ampliada para 6,3 mil. Em 1975, a prisão deixou de abrigar apenas presos à espera de julgamento e, no início dos anos 90, a população chegou a ser de 8 mil detentos. O Carandiru foi desativado em 2002. Atualmente, a área abriga o Parque da Juventude, com áreas esportivas, bosque, escolas técnicas e uma biblioteca. Ó Wall!!! Continua....

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