INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

terça-feira, 21 de março de 2017

A voz de Deus - 2ª Parte

Por:Luis Fernando Veríssimo - Jornalista. Escritor.. CONTINUANDO...
DeMille chegou a dizer que nada – inclusive, supõe-se, a passagem pelo Mar Vermelho – dera tanto trabalho quanto a escolha de uma voz para Deus. Cogitou-se chamar o ator e cantor Paul Robeson. Dois problemas: Robeson era negro, o que sugeriria que Deus também era, e comunista – que Deus, que se saiba, não é –, e estava sendo investigado. Uma boa escolha teria sido o James Earl Jones, se estivesse disponível então. Anos mais tarde, Jones faria a voz de Darth Vader. Outro bom papel. A voz de Deus em Silêncio é igual à voz de Deus em Os Dez Mandamentos. Uma voz impecável de locutor. Inglês perfeito. Scorsese e DeMille obviamente se inspiraram no mesmo Deus, branco e bem articulado. Também peço perdão a quem ainda não viu La La Land, se é que ainda existe alguém, porque vou contar o fim. É curioso que, comparando o filme com outros musicais, ninguém tenha se lembrado daquele musical do Woody Allen com a dança na beira do Sena em que a Goldie Hawn literalmente voa e que é, ao mesmo tempo, uma gozação e uma homenagem ao surrealismo dos musicais, que se repete na dança do observatório em La La Land. O filme não tem um final feliz como os musicais clássicos. Quando se encontram anos depois do fim do seu romance, ele e ela trocam um olhar e um sorriso que elevam a história a um plano de melancolia inédita em filmes do gênero. O olhar e o sorriso dizem que a vida é assim, o tempo passa e os romances acabam, mas que foi bom, foi bom. E até nunca mais. Ó Wall!! FIM

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