INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O pedófilo que Carlitos escondeu - 6ª Parte

Aos 55 anos, sem qualquer receio, Chaplin disse que “ainda era bastante potente sexualmente”. Irving Wallace declara que, embora absolvido e não fosse o pai da criança, “foi obrigado a pagar pensão”.
Como a imprensa e políticos americanos, como o senador Joseph McCarthy, anticomunista ferrenho, começaram a “perseguir” Chaplin, assim como fizeram com outros atores e diretores de cinema, o artista e Oona mudaram para a Suíça. Segundo Irving Wallace, Chaplin e Oona eram “felizes” e mantinham um relacionamento “sereno”. “Se tivesse conhecido Oona ou uma moça como ela há muitos anos, jamais teria tido problemas com mulheres. Toda minha vida esperei por ela sem nunca saber”, disse Chaplin — culpando, claro, as mulheres e perdoando-se pela libido exacerbada. As biografias admitem que procede que muitas mulheres se aproximavam do diretor para arrancar dinheiro ou conseguir bons papeis em seus filmes. Eram alpinistas sociais ou profissionais. “Chaplin teve mais oito filhos — o último quando estava com mais de 70 anos.”
O que se disse acima diminui Chaplin? Como artista, não. Porque os filmes de Chaplin aproximam-se de arte, porque são finamente perspicazes, artesanais e suas digitais aparecem com firmeza. Alfred Hitchcock e John Ford aproximavam-se de Chaplin. Ao mesmo tempo, como queria o próprio Chaplin, que jamais se considerou ideólogo, são entretenimento de primeira. Como escreveu o poeta Carlos Drummond de Andrade, “ó Carlito, meu e nosso amigo, teus sapatos e teu bigode/caminham numa estrada de pó e de esperança”. Chaplin e Drummond, “cansados” de serem modernos, se tornaram eternos, possivelmente. Com a recuperação de uma parte de sua vida que é intencionalmente esquecida, soterrada pelo mito, o da perfeição, e pelo crítico corrosivo da sociedade moderna, a que transforma o homem em máquina, tão descartável quanto uma máquina velha, o homem Chaplin talvez saia menor. Mas é provável, se visto de outro prisma, que o homem fica mais humano, com suas contradições e idiossincrasias. A vida sexual desregrada — às vezes com mulheres oportunistas, mesmo menores — integra a vida íntima do cidadão Chaplin. ... Ó Wall!!! Continua...

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