Por: ROBERTO ALMEIDA - jornalista
Na década de 60, no Brasil, o presidente João Goulart queria fazer as chamadas reformas de base, incluindo a reforma agrária e ampliar os direitos da classe trabalhadora. Foi derrubado principalmente por isso e chamado de comunista. Aliás, naquela época ficar ao lado do pobre era praticamente sinônimo de comunismo, tanto que até o arcebispo Dom Hélder Câmara foi perseguido e padre Henrique foi assassinado, em nome dos “ideais revolucionários” do golpe de 64. No Chile, no início dos anos 70, Salvador Allende, presidente socialista que estava fazendo uma revolução de verdade no país da América do Sul também foi derrubado por um golpe militar e assassinado dentro do Palácio. Assumiu o general Augusto Pinochet e promoveu um “mar de sangue” no Chile, tirando todas as conquistas do povão da época de Allende. Como em pleno Século XXI, na Era do Computador, não fica bem aplicar golpes militares como os do passado, a direita associada às elites mais conservadoras recorrem a novos métodos. Há uma capa de legalidade e sofisticação nos processos em curso. Isso aconteceu há pouco tempo no Paraguai, um país pequeno, e se repetiu no Brasil gigante agora há pouco, com a vitória no Congresso das forças políticas derrotadas nas urnas. Temos um retrocesso em todos os sentidos, embora o governo mal tenha começado: em relação às mulheres, aos negros, os índios, o funcionalismo público federal, os trabalhadores da iniciativa privada... Não é conversa de quem foi jogado na oposição ou de derrotados falar em cortes no Bolsa Família, no ProUni, no Pronatec e na privatização do ensino médio e de empresas lucrativas que existem no Brasil há muitos anos. Eles pensam mesmo em entregar nossas riquezas e vendem a ideia - com apoio da Globo, Veja e outros veículos entreguistas a serviço do Grande Capital – de que essas medidas vão resolver os nossos problemas. E tem muita gente do povo acreditando – como acreditaram em João Batista Figueiredo no passado, em Collor, em Jorge Videla na Argentina, em Hitler na Alemanha ou Mussolini na Itália. O Brasil não voltou aos anos 80, como escreveu outro dia o colega blogueiro Ronaldo César. Na verdade estamos com esse presidente conservador e a sua quadrilha de ministros retroagindo à década de 60, depois do golpe militar. Mas a História é cheia de idas e vindas e como prega o genial Charles Chaplin (que também foi perseguido e chamado de comunista) no filme “O Grande Ditador”: “A desgraça que está agora sobre nós não é senão a passagem da ganância, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano: o ódio dos homens passará e os ditadores morrem e o poder que tiraram ao povo, irá retornar ao povo e enquanto os homens morrem [agora] a liberdade nunca perecerá…” DF!! Ó Wall!!!
INAUGURAÇÃO DO BLOG
05 de JULHO de 2010
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AUTOR DO BLOG
Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.
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