INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Versos há 18 anos atrás

Por: Adriano Ferrarez
Esses versos foram publicados em uma edição do Jornal do DCE da UFV nos idos de 1999. Na época enfrentávamos os anos sombrios de FHC e o Brasil sangrava sob a batuta neoliberal. Passados 18 anos esses versos se revestem de atualidade. Tudo por que a luta do povo e dos trabalhadores continua a mesma. E se o presidente charlatão da época era FHC, hoje ele atende pelo nome do golpista Michel Temer. Essas são lembranças do tempo em que me aventurava a escrever uns versos como quem chora, ri, canta, se diverte e luta. Continuo chorando, rindo, cantando, me divertindo e lutando (en la retaguardia, pero luchando), mas sem escrever versos. Acho que tenho que requentar minha marmita poética começando por traduzir uns versos de Celaya. Não achei a edição do Jornal do DCE que tenho em alguma pilha de papel do meu escritório, me lembro dos versos mas não me lembro do título então rebatizei o poema de MEIUQÉR, pois sempre e mais que nunca a chama continua viva!!!

MEIUQÉR

(Autor - Adriano Henrique Ferrarez)
A violência explode nas cidades
E eu já não sei o “Que fazer?”
Agora por hora eu tento sobreviver
As mensagens dos outdoors
não fazem bem à minha alma
Meu coração não tem calma
pra bater
E a caixa de imagens
só quer me trair a todo instante
Mas eu ainda sei
O que é mentira
O que é verdade
Daí eu leio um jornal
Fico sabendo da novidade
O desemprego e a deflação
O desenvolvimento e a destruição
O decretado e a eleição
O importado e a exportação
A fome e o feijão
A realidade e a religião
O presidente charlatão

A toga* é o orgulho danação.
*Em 1999 no lugar da palavra toga do último verso aparecia a palavra bunda. Por certo a palavra toga não altera o sentido da palavra original do poema ainda mais considerando-se o novo"magistrado" indicado para o STF. Ó Wall!!!

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