Por: Paulo Braccini
Na definição do Pernambucano e Jornalista Xico Sá, “cafuçu é o macho-jurubeba, pura testosterona-roots, o homem sem crise ("ah, tô confuso!"), confuso de edi é rola, o cafuçu é o cabrón sem lenga-lenga, aquele que pega no tranco, que abafa sem dó uma costela, Deus dá o frio conforme o seu cobertor-de-orelha, cabra punk-brega, sempre armado no salão, "paudurescência" 24 horas ... Chamou? Ele tá lá, virado na febre-do-rato, meia-meia-meia, a bala que matou Kennedy, tampa de Crush, o cafuçu é a besta-fera, sempre inventando moda, na vanguarda espontânea, e viva o cafuçu, salve, salve, salve, e eita porra!!!”
Para as bibas viciosas, cafuçu é um ser maravilhoso, rustiquérrimo, sem modos, desletrado, interesseiro, gostozérrimo, enfim, um boy da periferia que topa tudo. E o melhor, cafuçu de verdade não tem orkut [hoje seria Face], eles nem sabem o que é isso. Eles podem ser vistos nas periferias, puxando carroças, andando em suas bikes, vendendo água mineral, roubando (alguns), enfim nos guetos cafuçusenses. Cafuçu que é cafuçu torce para o time de massas. Está mais do que provado! Há um mundo paralelo onde transitam os cafuçus. Existe um código específico para falar, vestir e atuar. Adoráveis, eles são os amigos certos, nas horas incertas. Porque cafuçu que é cafuçu não dispensa buraco. E é verdade gente! O problema é que muita gente se apaixona pelo cafuçu da hora e cometem a tolice de querer transferi-los para a outra dimensão. A dimensão da vida social, dos bares, restaurantes e lojas. A dimensão das bibas que usam tênis Puma e que tem carteira recheada. Eles são como estrelas-do-mar e se tentarmos levar para casa, secam, morrem e ainda exalam um odor característico de alguma coisa que não devia estar exatamente ali. O sofrimento é para ambas as partes. Os cafuçus precisam do seu habitat para melhor desenvolver todo o seu potencial e devem ser apreciados como ostras, in natura. Algumas bibas apreciam o valor de um cafuçu amigo. Afinal, com quem mais você vai poder compartilhar um galeto a óleo diesel (aqueles feitos no meio da rua), acompanhado por farofa de ovo, feijão verde e macaxeira sem se preocupar em se lambuzar e ser julgado por aquilo que come? Me diga aí, gay de classe média, onde mais você vai arrumar um cúmplice para balançar ao som de musica brega e ainda achar que está sendo dedicada a você, enquanto bebe um Rum Montilla com Coca-Cola? E se você não sabe identificar um cafuçu, muita atenção! Ó Wall!!
INAUGURAÇÃO DO BLOG
05 de JULHO de 2010
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AUTOR DO BLOG
Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.
segunda-feira, 6 de março de 2017
Afinal! O que é um Cafuçu?
Postado por
Unknown
às
19:45
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CARTAS
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