INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Indignação de ocasião

Por: Reinaldo César Zanardi
Circula pela internet mais uma indignação de ocasião. O benefício ao "saídão" de Suzane Richthofen, por conta do Dia das Mães. A indignação contra a saída de Suzane se dá pelo fato de ela ter sido condenada por matar o pai e a mãe. A ironia estaria exatamente no fato de ela ser beneficiada com a saída da prisão no Dia das Mães. Proliferam nas redes comentários atacando a medida. "Palhaçada." "Revoltante." "Para que serve a justiça?" "Nossa justiça é ridícula." "Uma vergonha a ética e a moral da justiça", entre tantos outros, inclusive, impublicáveis. Isso mostra, além de a turba on-line confundir justiça com linchamento, que uma vez condenado, o condenado - mesmo tendo cumprido sua pena - estará condenado para o resto da vida. Não custa lembrar que essas saídas estão regulamentadas na Lei de Execução Penal (Lei n° 7.210/84). "Geralmente ocorrem em datas comemorativas específicas, tais como Natal, Páscoa e Dia das Mães, para confraternização e visita aos familiares." Cabe ao juiz da Vara de Execuções Penais editar o benefício ao presidiário que cumpre a pena, liberando a sua saída na data específica. A legislação está errada? Mudemos a lei. Mais uma vez atacamos as consequências em vez de discutir as causas.
Agora comigo: - O grande problema da parte mais, digamos, "pensante" da nossa sociedade é esse mesmo: a falta de entendimento, a incapacidade de perdoar. Repare como se atiram pedras com muita facilidade. Repare que o "senso comum" é implacável. Repare que a ideia não é recuperar alguém que foi condenado (esse, aliás, é o objetivo do confinamento - a recuperação). Não basta prender, tem que arrasar. Tem que colocar o criminoso, merecidamente encarcerado, em condições subumanas, à injustiça constante dentro do sistema prisional, entregue a toda sorte de abusos, amontoamento dentro de celas, alimentação ruim e falta de higiene. Quanto pior, melhor. O sistema não tem que recuperar. Tem que castigar, vingar, humilhar, arrasar, espicaçar. Assim o elemento será recuperado (???) . E depois de cumprida a pena, sair de volta ao convívio de quem vai humilhar, estigmatizar e segregar essas pessoas pelo resto do que lhes resta de vida. O castigo não deve cessar jamais. Ó Wall!!!!

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