INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Quando o assunto é aborto, a hipocrisia rola solta - 2ª Parte

Continuando com a FONTE: BLOG DA NANA SOARES,
Vamos aos fatos: no Brasil, onde o aborto é crime, uma em cada cinco mulheres de até 40 anos já terminou voluntariamente uma gestação. Elas são, em sua maioria, religiosas e casadas. Por ser ilegal, os dados são imprecisos, mas as estimativas dão conta de até um milhão de abortos voluntários realizados no país a cada ano. Mais alguns dados: no mundo inteiro, 73% das mulheres que abortam são casadas e uma em cada quatro gestações termina em aborto provocado. Por que é importante saber disso? Oras, fosse o aborto uma questão tão vida versus morte, teríamos um problema sério no mundo, já que 25% das mulheres que engravidam “optam” pela interrupção da gravidez. No Brasil, seriam entre 600 mil e 1 milhão de novas mulheres colocadas na cadeia a cada ano (a atual população carcerária do país é de cerca de 620 mil pessoas). Somos um país de assassinas ou devemos aceitar que a questão é mais complexa do que parece à primeira vista? Quando escrevia um livro sobre violência contra a mulher, entrevistei uma jovem que preferiu cometer uma série de crimes para ter acesso a um aborto seguro (como dizer que foi estuprada e fazer um BO falso*) do que levar a gravidez adiante, dada sua falta de estrutura emocional e financeira naquele momento. É um caso que simboliza muito bem o que a proibição acarreta: o risco à saúde da mulher. Alguém que quer abortar não será impedida pela proibição. Pelo contrário, a barreira legal faz com que as mulheres fiquem ainda mais desesperadas e recorram a métodos pouco ou nada seguros, como abortos caseiros ou em clínicas sem qualquer garantia. O resultado? Abortos inseguros são uma das principais causas de mortalidade materna no país, especialmente entre as mulheres negras. DF!! Ó Wall!!! Continua...

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