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05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Um brinde aos 100 anos do Samba‏

Por : Ronaldo Cesar Carvalho
Primeiro registro oficial do ritmo aconteceu em 1916 e, de lá para cá, apesar das mudanças, a boêmia continua sendo o grande impulsionador do gênero. Quando Donga registrou o samba Pelo Telefone, em 1916, com certeza não imaginava que estaria dando, oficialmente, o pontapé inicial para consagrar o Brasil no cenário musical do mundo. “Oficialmente” porque a história do samba se iniciou muito antes, ainda no período Colonial, com a chegada dos escravos africanos ao país, que trouxeram suas crenças, hábitos e musicalidade. Foi nessa mistura de culturas que o ritmo se forjou, retratando o cotidiano dos trabalhadores, das cidades e suas desigualdades e, claro, da boêmia e malandragem. Já se passaram 100 anos desde que a composição de Donga, Heitor, João da Baiana e Sinhô foi criada. Em pouco tempo, os tambores e os instrumentos de percussão que compõem o gênero se espalharam pelas ruas, principalmente dos morros, e alcançaram os lares por meio das rádios, que estavam em plena difusão. De lá para cá, muitas coisas mudaram, mas outras permaneceram intactas, criando tradições e definindo o perfil dos grandes sambistas brasileiros. “As rodas de samba regadas à cerveja, os encontros em bairros boêmios se tornaram verdadeiras referências na história do Samba. Essa ligação com a cerveja, bebida popular, gelada, que fazia parte de cotidiano desses artistas, passa a ser homenageada nas canções e, até hoje, move um mercado milionário”, ressalta o cervejeiro Thomé Calmon, da DeBron Bier. Agenor de Oliveira, o Cartola, sob a influência de Carlos Cachaça e outros artistas, entrou no mundo da boêmia e, consequentemente do Samba, durante o período em que morou na Mangueira onde, com amigos, participou da fundação da Estação Primeira de Mangueira. Assim, cria-se mais um subgênero, o samba-enredo, e abrange diversos artistas com as peculiaridades que fazem do ritmo um grande encontro. Na década de 1930, Noel Rosa cria Conversa de Botequim. Em 1977, Chuva, suor e cerveja, de Caetano Veloso, se consagra. Chico Buarque, João Bosco, Paulinho da Viola, entre outros artistas se conhecem e se fazem nos bairros boêmios do Rio de Janeiro e de São Paulo. Entre as mulheres, Beth Carvalho, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Clara Nunes, Elizabeth Cardoso e Elis Regina. Zeca Pagodinho, um dos grandes nomes da atualidade, e a sua Alma Boêmia representam o samba de partido alto. Apaixonado pela bebida, ele já estampou diversas campanhas publicitárias da indústria cervejeira. “Artistas locais também fazem do samba e da cerveja uma bela combinação. No Recife, é a Rua da Moeda quem recebe os encontros e as rodas de Samba”, continua Thomé Calmon. Um exemplo é o grupo pernambucano Pouca Chinfra, que também leva ao público o batuque contagiante e confirma essa ideia através de músicas como Perdoa o Botequim. E assim a nova geração do Samba continua a perpetuar a história com artistas como Diogo Nogueira, que fazem o elo entre o passado e o futuro. A trajetória desse gênero, que conquistou os quatros cantos do Brasil e o mundo, é longa e está longe de morrer, para a alegria de Alcione. Em 2005, a UNESCO reconheceu o samba como Patrimônio Imaterial da Humanidade. Ó Wall!!!

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