Por: Luis Pellegrini. Continuando....
Pintura do século 16, mostra tintureiros franceses tingindo tecidos com pigmento extraído do pau-brasil. O capítulo “A madeira e as moedas”, do jornalista Nivaldo Manzano, aborda sobretudo as questões econômicas relativas ao ciclo do pau-brasil. Sua análise demonstra que temas como monopólio, privatização, tributação excessiva, contrabando, pirataria, espionagem industrial, globalização, ineficiência, corrupção, reserva de mercado, concorrência desleal e dívida externa - tão presentes na realidade de hoje de nossa nação - têm sua origem num passado muito mais remoto. Surgiram e se desenvolveram a partir da própria descoberta do Brasil e da primeira espoliação nele cometida - a do pau-brasil. O painel 'L'Ile du Brésil' foi esculpido no século 16 em madeira de pau-brasil e mostra a derrubada das árvores. Está no Museu de Rouen, França. Num livro sobre o pau-brasil não poderia faltar a participação de um francês. Além do mais, de um francês da Normandia, de todas as regiões francesas a que mais teve trato com o Brasil e com o tráfico de pau-brasil no primeiro século após a descoberta. Esse francês é Jean-Marc Montaigne, talvez o mais atilado e dedicado pesquisador das relações entre o Brasil e a Normandia naqueles tempos. As descobertas que ele fez e as conclusões a que chegou são surpreendentes e certamente darão origem a muita reflexão. No capítulo que assina, “O índio ganha relevo”, Jean-Marc confirma aquilo que os historiadores brasileiros já sabiam: as relações que os franceses estabeleceram com as civilizações indígenas do litoral brasileiro foram, em geral, bastante cordiais e amistosas. Ao contrário dos portugueses, que vinham para conquistar terras e nelas se estabelecer, os franceses da Normandia queriam apenas fazer bom comércio. Davam aos índios produtos como facas, anzóis, roupas - e principalmente contas de vidro e bonés enfeitados com penas de galo - e recebiam deles toneladas de pau-brasil com as quais enchiam os porões de seus navios e as levavam para a Europa. O trato era tão cordial que foram produzidos inclusive "dicionários" normando-tupi-guaranis, contendo principalmente fórmulas de cortesia. Jean-Marc descobriu vários originais desses glossários, algumas páginas dos quais são reproduzidas no livro Pau-Brasil. Ó Wall!!! Continua...
INAUGURAÇÃO DO BLOG
05 de JULHO de 2010
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AUTOR DO BLOG
Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.
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