INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A minha pobreza diverte meus patrões!

Gente, eu ganho muitas coisas dos moradores do condomínio onde trabalho, principalmente roupas, algumas novas e outras usadas, só que “usadas” uma ou duas vezes no máximo, então ‘semi-novas’ por definição. Para se ter ideia tem camisas dentro do meu armário com etiqueta da loja, que se quer foram usadas um dia, e estão a minha espera para que eu estreie, a questão é que são camisas sociais, e não tenho muitas ocasiões festivas ou especiais para usar com freqüência, no entanto e de vez enquanto eu uso algumas delas, quando tenho que fazer algum contato externo para alguns cri entes. Mas no cotidiano eu costumo usar um jeans, tênis e uma camiseta, pois gosto de me sentir livre, me sinto mais eu quando estou confortável, acredito que somos assim, todos somos muitos informais. Tem gente que gosta de trajes mais sociais, mesmo em dias comuns, conheço pessoas que vivem trajados impecavelmente com suas camisas, calças e sapatos todos sociais, quem vê pensa que são doutores, no entanto desempregados, ‘eternamente desempregados’, porque quem faz muita questão de viver das aparências não se submete quaisquer tipos de trabalhos.
Principalmente se o trabalho é operacional daqueles que demanda esforço braçal, mas não estou aqui para falar dos que vivem das aparências, porque na minha vida o ‘buraco é sempre mais embaixo’ e descobri a tempos que tem coisas mais relevantes nesta vida do que viver simplesmente de aparências. Aprendi que não importa o que as outras pessoas pensem a nosso respeito, o importante é ter qualidade de vida conforme as nossas próprias realidades de vida! Não quero o que é dos outros e não tenho inveja ou tempo para sentir das outras pessoas, supostamente em melhores condições do que eu, porque o que é dos outros pertence a eles, e toda conquista é meritória, e se tiver tempo para ficar observando a grama do vizinho, é sinal que não tenho me esforçado o bastante para gozar da mesma vida boa. Mas voltando ao assunto das camisas que costumo ganhar dos meus patrões, certa vez minha sobrinha foi casar e descobri que a maioria das camisas bonitas estava manchada no sovaco e tive que escolher uma camisa velha para ir à festa, detalhe tinha que ir impecável, pois seria um dos padrinhos dela. Depois desta “descoberta” fui fazer um check up nas camisas dentro do armário, e qual não foi a minha “surpresa” desagradável, por não usar com freqüência algumas delas estavam emboloradas, e algumas manchadas debaixo do braço, um horror. Fiquei muito chateado, não que eu seja materialista, a questão é que foi falta de cuidado, faltou zelo da minha parte em cuidar das coisas que eu ganho, uma demonstração ainda que inconsciente da mais absoluta ausência de consideração pelos que me ajudam. Moro sozinho com minhas duas filhas e alguns afazeres domésticos deixam a desejar, principalmente pela própria falta de conhecimento que as nossas mães tinham pelas nossas coisas, como roupas, edredons e entre outras benesses que nos faz muita falta quando moramos sozinhos. Lembro que quando morava com meus pais, nunca tive meias, furadas, cuecas velhas ou roupas sujas, minha mãe ou minhas irmãs providenciava para que eu andasse impecável, todo cheirosinho e arrumadinho, saudades! Camisa com manchas no sovaco de suor nem pensar, era tudo tão mágico e eu nunca presenciava ou testemunhava tais cuidados e zelos pelas minhas coisas, eu saia de casa de manhã e voltava ao anoitecer e como num passe de mágica minha mãe tinha realizado tudo, ‘tcharam’, estava tudo lá limpinho, arrumado e cheiroso para o meu uso. Prova do que menciono é que hoje, longe da proteção, vivo usando meias furadas, minhas cuecas estão velhas e essas camisas com manchas no sovaco que persistem não saírem. Estava ficando frustrado com tais manchas nas axilas, pois tinha tentado de tudo um pouco que aprendia na internet, e nada até ontem, minha irmã tinha me dado faz um tempinho um “produto rosa” que miraculosamente retiraria as manchas mais difíceis, então ontem à tarde resolvi lavar no mínimo seis camisas que estavam precárias. É por este e muitos outros dramas de vida que vivencio solitariamente aqui no meu quartinho, que meus patrões costumam afirmar que a minha pobreza os diverte! O Wall!!!

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