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05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A volta dos militares ao poder

Por: Nonato Guedes
Uma pesquisa feita pelo Instituto Paraná revelou que 35% dos entrevistados defenderam a volta de uma intervenção militar provisória no cenário institucional brasileiro. É um percentual minoritário, claro, comparado ao universo global de entrevistados especificamente sobre o tema. Pode-se alegar, também, que os propagadores da ideia se referem a uma intervenção provisória, temporária – que se constituiria no tempo mínimo possível para que fosse restabelecida a ordem na vida pública, povoada por escândalos de corrupção, por falcatruas que não poupam governos nem legendas. Teríamos, então, uma intervenção profilática, de caráter preventivo, conforme a leitura fria dos números balizados no levantamento. Os mais experientes, antigos ou veteranos dirão, como que perguntando: “Já não vimos esse filme antes?”. Já! Ele fo encenado a partir de 31 de março-primeiro de abril de 1964 quando um comando militar saiu de Minas Gerais em direção ao Rio de Janeiro com o objetivo de deflagrar uma sublevação, depondo o governo democrático de João Goulart e abrindo caminho, a golpes de baioneta, para uma ditadura que se estendeu até 1985, que resultou em censura, fechamento do Congresso, cassações de mandatos políticos ou parlamentares, prisões ilegais, desaparecimentos, torturas, Atos Institucionais em série, atrabiliariedades de toda a espécie, a partir da revogação do hábeas-corpus, O pretexto era combater uma suposta onda comunista que levaria o país ao caos e à degradação das famílias, das propriedades e de outros valores cultivados pela nova ordem vigente. Experimentamos, nesse período, um “putsch”, uma “quartelada”, o prenúncio de uma longa noite das trevas, com a supressão de direitos elementares, de princípios democráticos e o expurgo de cérebros talentosos que eram indispensáveis na formação de um Brasil mais justo, menos desigual. Houve desenvolvimento em áreas pontuais, mas a um preço muito alto, refletido na inflação descontrolada, no aviltamento de salários. Os militares que assumiram o poder deram as costas ao povo enquanto construíam, entre si, uma casta de privilegiados, atraindo tecnocratas e burocratas sempre disponíveis a levar vantagem em alguma coisa.
Será que não aprendemos a lição?
Seremos tão masoquistas a ponto de reivindicar a volta do que nos fez mal?
Quando iremos nos vacinar contra surtos autoritários, de qualquer viés?
Quando nos converteremos à democracia e à justiça social de uma vez por todas?
Quando iremos, finalmente, avançar, ao invés de retroceder?
São perguntas que ficam, no bojo da constatação de um saudosismo que dá nojo. Com toda a sinceridade!
BRASIL NUNCA MAIS!, bradou dom Paulo Evaristo Arns, aludindo ao Brasil da dtadura.
Dom Paulo morreu há uma semana. Será que já o esquecemos?
O Wall!!!

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