INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Anos Oitenta

Por: Reynollds Augusto
Sabe leitor, hoje eu regredi. Quem teve um passado feliz precisa regatar as boas experiências. Há mais vida dentro de nós do que fora. Isso alimenta a alma. Hoje, mais uma vez, fui realizar as minhas corriqueiras diligências á procura de partes, testemunhas, terceiros e tudo mais. Essas comunicações são as mais simples, ordinárias, mas dão um trabalho danado. O que deveria ser exceção aqui, no interior, virou regra geral. Não há endereços precisos, condição imprescindível para que o meirinho cumpra o seu mister, conforme determinação infralegal, mas como o compromisso é bem maior, nos revestimos de detetives. É preciso fazer com que a “jurisdição ande” e cumpra o seu papel. Hoje fui à busca de uma testemunha e, o que perece, mora “no inferno da pedra”, pela distância, leitor. Antes é preciso investigar e dessa feita fui a um ponto próprio falar com o meu amigo CHICÃO, da eterna Morumbi. Ele dá conta dessas pessoas, pois tem um “barzinho” no centro da cidade, sendo ponto de encontro de quase toda a comunidade rural. Não foi dessa vez, amanhã “tô” lá de novo, antes de subir a serra. Sem saber o apelido, nada feito. Não deu outra, falamos do passado. Chicão tem cara de jagunço, mas tem um coração grande. Disse-lhe que já o tinha perdoado por nunca ter me deixado entrar na “Boite”, quando “aborrecente”. Respondeu, com aquele sorriso grave, que não podia deixar menor entrar nas grandes baladas dos domingos. Certa vez convencionamos um estratagema e o tiramos da porta, entrei escondido, ele nem notou. Quando soube da artimanha pegou-me no fim da boite dançando com uma bela “cabrita” morena. Tirou-me pelas orelhas. Mas, foi terapia. Os anos oitenta foi um marco de músicas internacionais e nacionais. Músicas de qualidade, com bandas que alimentavam a alma. A juventude de hoje não aprendeu a apreciar a bela música. Não existem, com raras exceções. A nossa trilha musical era cheia de encantos, sensibilidades, ingenuidades e sonhos. Muitas das famílias de hoje, da cidade de Itaporanga, tiveram seu início naqueles olhares penetrantes das noites de domingo. A juventude hoje está carente das boas amizades, dos bons pontos de encontros, das conversas sadias, da música de qualidade. Disse ao CHICÃO que ia “escrevinhar” algo para homenageá-lo, já não mais no tempo da menoridade. Resistiu, forcei-lhe um sorriso, ele relutou, mas terminou dando certo. Sempre foi um trabalhador honesto, alto, esguio, forte. Itaporanga, Anos oitenta, Boite Morumbi, Chicão, felicidade sem fim. Quem pode esquecer tudo isso? Ó Wall!!!

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