INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Crônica de um amor platônico qualquer

Por: Elcimar Reis
[...] ela andava como quem nunca quisera nada demais na vida, os sapatos meio dourados e sujos cintilavam o sol aos meus olhos, e foi ali que pude ter o prazer de notá-la melhor. Já a havia visto outras vezes nas reuniões da Comissão Municipal de Reparos Públicos, ou então, em célebres jantares que tenhamos compartilhado com os chefes da cidade, todavia, nunca tivera o prazer de poder admirá-la minuciosamente. Estava sentado ao banco da Praça dos Corrimões, bem no centro de São Paulo, o barulho se fazia infernal, crianças corriam por entre as árvores, carros, motocicletas e alguns bondes acreditavam serem os donos da cidade, outrossim, ela passava, radiante, esbanjando-me beleza e mistério, e nos poucos segundos que meus olhos, agraciados foram em poder notá-la, dei-me a pensar sobre o quão ainda queria saber mais sobre aquela mulher. Quantas histórias fascinantes poderia retirar de teus lábios em um singelo jantar, com ótimos talheres à mesa, ademais não, talvez ela fosse mais simples e gostasse mesmo era de comer, numa esquina qualquer, um fast-food... como poderia saber? Eu não a conhecia. Por derradeiro, nos últimos segundos de sua passagem, indaguei-me sobre sua profissão. Escrever é fascinante! É permitir que outrem adentre teus pensamentos e lhe conheça, ora melhor do que ti mesmo. É ainda deixar seus pensamentos seguirem um fluxo leve e verdadeiro. Escritora, como tal, o fazia muito bem. Talvez devesse, por fim, mandar-lhe uma carta! Usando-me da paixão que possuía pela leitura e pelas letras, conseguisse, por sorte, conhecê-la melhor! Estava, então, decidido. Iria escrever uma carta! Quanta audácia, Joaquim! Como irás começar? "Olá, querida Estela...", ou então, "Não me atrevo a dizer muito, apenas que lhe amo."? [...] Ó Wall!!!

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