INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

quarta-feira, 11 de março de 2015

A PANELINHA CONTRA DILMA

Por: Paulo Moreira Leite, jornalista
A campanha publicitária contra a presidente Dilma tenta, diariamente, dar a impressão de que o governo acabou e que os eleitores de outubro fugiram. Quem viu a cobertura do discurso da presidente, ontem a noite, pode até achar que a única reação dos brasileiros foi abrir a janela para fazer uma batucada numa frigideira e depois assumir o volante do carro para buzinar pela vizinhança. Nada mais falso. Em sua coluna de hoje, a consultoria Bites,que tem uma boa carteira de empresas brasileiras entre seus clientes, mostra uma situação bem diferente nas redes sociais, que funcionaram como o principal instrumento das mobilizações de ontem. Conforme o levantamento, até às 22.23hs, a expressão panelaço, usada de várias formas por internautas adversários do governo, totalizou 24.330 tweets. Já o hashtag #dilmadamulher, de aliados de Dilma, que fez um pronunciamento no Dia Internacional da Mulher, bateu num número 50% maior: 34.245. Os dados são importantes porque se referem, justamente, ao momento do pronunciamento de Dilma e aos 80 minutos posteriores. É nesse ocasião que ocorrem os debates mais vivos dentro de casa, entre amigos, e emergem as impressões mais espontâneas. A partir de estimativas padronizadas para medir audiência na internet, pode-se calcular o seguinte: a turma do panelaço atingiu um público potencial de 156 milhões de pessoas. Já #dilmadamulher bateu em 203 milhões — uma diferença considerável. Houve sim um protesto contra a presidente, concentrado em bairros de alta classe média, que sempre votaram contra o PT. Mas é bom não exagerar, num esforço artificial para ampliar o coro dos descontentes. Estes dados vão além de um simples palmômetro. Mostram uma situação de equilíbrio político, coerente com uma eleição presidencial encerrada por uma diferença de pouco mais de 3% dos votos. Dilma foi à TV e como é natural, mobilizou aliados a favor e adversários contra. Ao longo da noite e da madrugada, o quadro mudou. Os tweetss do panelaço cresceram e se igualaram ao total acumulado por Dilma, mudança que permite várias explicações. A mais plausível é que a oposição e seus ativistas estão mais mobilizados para o combate na internet, o que se explica pela postura de Aécio Neves e demais líderes do PSDB. Ao recusar-se a reconhecer, de uma vez por todas, sem ambiguidades, a derrota nas urnas, evitando acatar a legitimidade absoluta da vitória de Dilma, eles estimulam tentações autoritárias e deixam uma porta entreaberta para iniciativas golpistas. Ninguém irá negar a nenhum brasileiro o direito democrático de bater panela ou apertar a buzina do carro contra a presidente. É bom viver num país onde isso ocorre com naturalidade. Mas também é essencial compreender uque ninguém tem o direito de desrespeitar a vontade da maioria, definida em 26 de outubro. Se havia alguma dúvida, ela se dissipou após a lista de Rodrigo Janot, certo? É muito feio confundir panelinha com panelaço, vamos combinar. Ó Wall!!!


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