INAUGURAÇÃO DO BLOG
05 de JULHO de 2010
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AUTOR DO BLOG
Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.
domingo, 1 de janeiro de 2017
Filho de Ariano fala sobre novo livro do escritor
"Está mantendo a chama dele acesa". Bom, segundo o G1 PE, um dos maiores poetas e dramaturgos do Brasil, o escritor Ariano Suassuna, falecido em 2014, deixou um tesouro de manuscritos inéditos, guardados em um quarto transformado em escritório, que até hoje é mantido da mesma forma pela família. O mais novo romance escrito por Ariano, ‘Dom Pantero no palco dos pescadores’, levou 33 anos para ser escrito e reescrito, e deve ser lançado em 2017, dividido em dois volumes. Nas pilhas de papéis e dezenas de pastas, há muito a ser revelado do universo que aproxima as culturas erudita e popular, criado pelo paraibano que, ainda criança, mudou-se para Pernambuco. Para a família, garimpar e trazer à luz um material tão extenso é como fazer uma viagem afetiva, como diz o filho de Ariano, o artista plástico Manuel Suassuna. “É uma forma de levar adiante e de escapar também. Apesar do papai ter uma vida plena como artista, como pai, como avô, eu não esperava a ida dele e isso está me aproximando dele mais ainda. Isso está mantendo a chama dele acesa”, disse Manuel. Ariano Suassuna fazia questão de escrever todos os dias. Para ele, era uma necessidade. Disciplinado e perfeccionista, Ariano escrevia sempre à mão. Depois, ele datilografava e fazia correções nos textos com caneta vermelha, exercício repetido incansavelmente. A cobrança para concluir o romance de mais de três décadas encontrava reforço dentro da própria família. “Eu dizia a ele ‘Oh, rapaz, eu acho que este livro não existe não. Se não existir a gente vai ter que mudar do Recife um dia. Tá todo mundo esperando’. E brincava também dizendo ‘acho que se não prestar, a gente vai ter que se mudar também’”, disse Manuel Suassuna. Zélia Suassuna, a companheira da vida toda de Ariano, conta que havia outro motivo para que o escritor adiasse o ponto final da obra. Ele dizia que, quando terminasse o romance, estaria pronto para partir. Sobre o livro, antes de morrer, Ariano explicou que já havia terminado muitas vezes, mas o perfeccionismo atrasou o lançamento. “Eu já conclui inúmeras vezes. Eu sou um obcecado, procuro dar no meu trabalho de escritor o máximo de mim. Posso até não escrever uma coisa boa, mas não é porque eu não posso. Eu não dou uma obra por acabada enquanto eu não sentir que dei o máximo que era possível naquele momento”, relatou, ainda vivo. No romance inédito, todas as ilustrações foram feitas pelo próprio Ariano. Textos e ilustrações interagem em cada página. Para o professor Carlos Newton, pesquisador da obra de Ariano, esse romance é uma obra final. “É um romance de conclusão de obra, um romance de cume. De fato, esse romance, para ser melhor compreendido, ele requer uma certa familiaridade com o universo de Ariano. A poesia de Ariano é uma poesia complexa e esse romance traz a poesia também lá dentro”, disse. O Wall!!!
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Unknown
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20:21
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