INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

MEMÓRIAS DA VIDA NO HOSPITAL - 7ª PARTE

Por: ROBERTO ALMEIDA - jornalista. Continuando...
Por amor de Deus me solte...”. Vi lágrimas rolando dos seus olhos azuis, certamente pelo meu sofrimento e pela sua impotência diante do caso. Essa situação angustiante durou pelo menos dois dias, apelei também para as enfermeiras e atendentes, mas ninguém atendeu os meus pedidos e continuei preso às grades, vivendo alguns dos piores instantes da minha vida. Acredito que todos reagem do mesmo jeito quando são presos daquela maneira, pois dias depois vi de perto outros pacientes serem amarrados ao leito e ficarem tão nervosos quanto eu fiquei. Felizmente no terceiro dia eles me liberaram e foi uma felicidade ter os pés e as mãos livres novamente. Hoje eu entendo perfeitamente a atitude dos médicos e auxiliares, assim como da minha mulher. Todos estavam apenas preservando a vida do paciente, que não estava em condições de ficar solto enquanto não passasse totalmente o efeito da anestesia que tinham me dado. Por sinal enquanto não fizeram a cirurgia para retirada do tumor e do cisto, com a doença avançando, fiquei muito instável durante a noite, a pressão aumentava e eu como que me descontrolava – às vezes até durante a madrugada. Terminei, em alguns momentos, sem consciência do que fazia, sendo grosseiro com Terezinha, Tiago e minha filha Roberta. Disse coisas terríveis para eles que jamais falaria em condições normais. Algumas das besteiradas que fiz na madrugada do Recife só tomei conhecimento depois, porque minha mulher me contou os detalhes. Uma ocasião, ela revelou, eu levantei da cama e saí correndo pelo corredor do hospital, tentei até escalar uma janela (felizmente não consegui, lembrando que estávamos no 5º andar) e Tereza desesperada tentando me devolver a razão, pedindo ajuda de alguém, porém todos estavam dormindo nessa hora. No outro dia eu não lembrava absolutamente de nada. Depois as coisas se normalizaram mais, nós íamos vivendo aquela vida “comunitária” dentro da enfermaria do Restauração, enquanto esperávamos o dia da bendita cirurgia para retirada do tumor e do cisto. Ó Wall!!! (Continua...)

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