Por: Pascale Senk – Le Figaro. Continuando...
MACONHA, ÁLCOOL, CELULAR, COMIDA. VIVEMOS NUMA SOCIEDADE DE DEPENDENTES.
Sociedade de dependentes - Se os comportamentos de dependência se multiplicam, seria possível, através de um melhor conhecimento de suas raízes comuns – essa famosa vulnerabilidade à dependência patológica -, prevenir a sua extensão em massa? Esta é esperança que anima os terapeutas, sobretudo aqueles que, nessa matéria, recolhem e difundem a cada dia as novas descobertas que não param de acontecer. “Há cerca de vinte anos, muitos pensavam que as pessoas se tornam alcoólatras ou toxicômanas por falta de força de vontade ou por vício moral”, observa Bruno Didier, terapeuta e consultor-formador em adictologia (ciência que estuda os comportamentos de dependência), na França. “Mas verificou-se que esse não é o caso. Todos nós sabemos que a exposição às drogas e aos comportamentos de dependência é, hoje, um fenômeno inevitável. Na nossa sociedade de consumo, através da publicidade e do marketing, o termo ‘dependente’ é inclusive claramente valorizado! Considera-se ‘normal’ consumir ou adotar certos comportamentos sem que a necessidade deles seja real. O risco dessa anomalia é que, em nossos dias, muitos transformam seus simples desejos em necessidades irreprimíveis”. Quem são as pessoas mais vulneráveis a tais cantos de sereia emitidos pela nossa sociedade estimuladora da dependência? Régis Ribes, consultor da clínica Acte Now, especializado no exame e tratamento das dependências segundo o assim chamado modelo Minnesota (similar ao dos Alcoólicos Anônimos), descreve certos fatores de fragilidade: “A maior parte do tempo, nossos pacientes apresentam três características em comum: uma família disfuncional, não terem sido detectados como vulneráveis na instituição escolar que frequentaram, e uma hipersensibilidade ou uma hiperansiedade que passaram despercebidas. O que também chama a atenção é o seu grande sentimento de culpa em relação a todas essas vivências. Aos 13 ou 14 anos, começam a fumar maconha, depois passam a outros produtos ou comportamentos para acalmar essas carências afetivas e as desordens emocionais. É nesse sentido que Claude Olivenstein pode dizer que “os toxicômanos substituem suas emoções por sensações”. O Wall!! Continua....
INAUGURAÇÃO DO BLOG
05 de JULHO de 2010
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AUTOR DO BLOG
Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
VIVEMOS NUMA SOCIEDADE DE DEPENDENTES – 2ª Parte
Postado por
Unknown
às
21:01
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Marcadores:
DROGAS
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