INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

VIVEMOS NUMA SOCIEDADE DE DEPENDENTES – 3ª Parte

Por: Pascale Senk – Le Figaro. Continuando...
MACONHA, ÁLCOOL, CELULAR, COMIDA. VIVEMOS NUMA SOCIEDADE DE DEPENDENTES.
Concentrar-se no indivíduo vulnerável - Outra característica comum das pessoas dependentes: a impossibilidade de se adaptar à realidade. Admitindo que nós não podemos “prever as pessoas que estão mais expostas, mas apenas as pressentir”, Bruno Didier cita o caso de duas irmãs adolescentes: “A mais velha se refugia enormemente no imaginário. Sensível, ela gostaria que o mundo fosse como ela o sonha e tem mais necessidade dos outros para sentir que existe. A outra irmã, por seu lado, é capaz de dizer: ‘Eu realmente não gosto da escola, mas já que estou nela, não apenas vou me adaptar como tentarei aproveitar ao máximo’. Não há dúvida de que a primeira é a que mais provavelmente cederia à tentação da dependência”. Concernente a essas tentações, nenhum especialista consegue, até agora, explicar porque este indivíduo é mais vulnerável e suscetível do que aquele outro, a não ser pelo fato de que alguns encontram mais facilmente em seu ambiente o álcool, ou a maconha, ou qualquer outra substância tóxica. Ao mesmo tempo em que outros escolherão depender de outros fatores não químicos, tais como os jogos de azar, a comida em excesso, os telefones celulares, a Internet, etc. “Todas essas escolhas são bastante aleatórias, confirma Régis Ribes. Ainda mais nos dias de hoje quando, cada vez mais, recebemos pacientes ‘poli-dependentes’: jovens adultos viciados ao mesmo tempo nos jogos de vídeo, no álcool e nos sites pornográficos, para dar um exemplo. Ou mulheres jovens dependentes de laxativos! Já não é tão importante, portanto, focalizarmos sobre o objeto da dependência, mas muito mais sobre o problema comportamental através do qual a pessoa perde o seu livre arbítrio e se destrói”. Assim sendo, parece que hoje tanto os pacientes como os terapeutas estão interessados em abandonar um certo fascínio pelos “produtos” para se concentrar sobretudo no indivíduo vulnerável. Este é sem dúvida o primeiro passo que permitirá ao dependente tornar-se ator e senhor de sua saúde e de sua vida, em vez de permanecer, de certa forma, infantilizado. O Wall!!! FIM

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