Por: ROBERTO ALMEIDA - jornalista. Continuando...
Logo no segundo ou terceiro dia no Hospital da Restauração, meu estado de saúde piorou muito. Comecei a ficar por demais enjoado e a vomitar sem parar. As enfermeiras ou atendentes vieram, os médicos foram avisados da situação delicada e imediatamente as medidas necessárias foram tomadas.
Fui colocado numa maca e conduzido ao bloco cirúrgico. Eu estava fraco, o enjoo não passava, nem ao menos a vontade de vomitar. Terezinha ao meu lado, todos os segundos, dava-me forçar para lutar, não desanimar e crer que ficaria bom. Fiquei por 20 ou 30 minutos num determinado local, numa “fila de espera”, com outros doentes em volta, cada um em sua maca. Até que fui conduzido a uma sala de cirurgia e lá me deram uma anestesia e apaguei. Os médicos fizeram uma microcirurgia para colocação de uma válvula ou dreno na cabeça. Fizeram uma incisão na barriga e outra na cabeça para colocar a tal pecinha, que agora carrego comigo para o resto da vida, assim como a marca abaixo do tórax. Com o dreno o líquido do tumor e do cisto, alojados ao lado do cérebro, iria escoar – não sei se essa é a expressão exata a ser usada, pois sou completamente leigo em medicina – por caminhos corretos, sem me causar tantos danos. Isso faria com que os enjoos e os vômitos diminuíssem ou parassem. Quando voltei a si já estava novamente na minha cama na enfermaria 505. Por conta dos efeitos da anestesia, para evitar que eu fizesse alguma besteira enquanto me recuperava do procedimento adotado, amarraram as mãos e os pés nas grades levantadas em redor do leito. Como não tinha sido avisado de nada do que ia acontecer estranhei ficar preso daquela maneira e o fato de não poder praticamente movimentar as mãos, os braços e as pernas me deixaram verdadeiramente desesperado. Quanto mais ficava consciente maior a angústia e com pouco eu estava implorando a minha companheira Tereza que me desamarrasse. Ela, instruída pelos médicos a me deixar daquele modo explicava não poder fazer nada o que me levou a ficar revoltado com ela.
Lembro-me de ter dito, magoado: “Filhinha, tanto que nos amamos e você permite que eu fique assim, amarrado. Ó Wall!!! (Continua...)
INAUGURAÇÃO DO BLOG
05 de JULHO de 2010
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AUTOR DO BLOG
Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.
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