INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

MEMÓRIAS DA VIDA NO HOSPITAL - 9ª PARTE

Por: ROBERTO ALMEIDA - jornalista. Continuando...
Passado o trauma causado pelo procedimento da colocação do dreno na cabeça, a vida entrou num ritmo mais tranquilo enquanto os médicos definiam quando iam fazer a cirurgia para a retirada do tumor e do cisto, que estavam bem crescidinhos. O primeiro estava com cerca de 4 cm e o segundo com 6 cm. Eu passava a maior parte do tempo na cama, levantando apenas para ir ao banheiro ou, de vez em quando, tentava caminhar um pouco pelos corredores do 5º andar. Sempre acompanhado por Terezinha, que não descolava com medo de uma queda do seu maridão. Sempre tomava um banho logo de manhã, também com a ajuda de minha companheira. Perto do meu leito, desde os primeiros dias no hospital, estava internado um homem de nome Heleno, natural de Capoeiras, como eu, mas que já há algum tempo residia em Garanhuns. Sua situação era delicada e sua mulher, um filho e uma filha se revezavam como acompanhantes. No rosto da esposa do meu conterrâneo estava estampada a preocupação e o sofrimento pela situação do marido, que tinha um problema sério na coluna. Seus filhos moravam e trabalhavam no Recife. Eram dois jovens muito simpáticos e cheguei a travar alguns diálogos com eles, principalmente o rapaz. Ela era loira, usava óculos e parecia um pouco com minha filha Roberta, que é professora em escolas do Recife e Olinda, concursada nas duas prefeituras. Heleno, que se não estou enganado ainda é parente da professora Maria Almeida, foi depois transferido para outro hospital e não tive mais notícias dele e dos familiares. Deus cuide dele e dos seus onde estiverem, pois demonstraram ser pessoas muito boas, marcados por aquela doença inesperada que me parece já tinha consumido muitos recursos do casal. Quem ficou mais tempo ao meu lado como vizinho de leito, Heleno à esquerda e ele à direita, foi um rapaz de 25 anos de nome Kleberson. Motorista, morador do Cabo de Santo Agostinho, o jovem tinha levado uns tiros numa parada de ônibus e pelo menos um dos disparos pegou na cabeça. A bala estava alojada no seu crânio e os médicos consideravam arriscado tentar extraí-la. No início Kleber estava sem poder andar, tendo dificuldades na alimentação, mas com o tratamento foi melhorando muito passou a comer normalmente e levantava da cama, com a ajuda da mãe, Lucimar, para tomar banho ou atender qualquer outra necessidade. Tanto o Kleberson quanto Lucimar eram bem humorados, brincalhões e sempre tiravam "sarro" com comigo e Tereza. Levavam muito para o lado do sexo, e ele costumava dizer que quando eu estivesse bom, em casa, ia “tirar o atraso” com minha companheira e talvez o negócio esquentasse tanto que fosse capaz de “furar a parede”. Todos na enfermaria riam muito com essa tiradas do Klebinho, que nem parecia estar preso no leito de um hospital, tal o bom humor. Ó Wall!!! (Continua...)

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