INAUGURAÇÃO DO BLOG

05 de JULHO de 2010

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Estervalder Freire dos Santos - Ó Wall; sou blogueiro desde 2010. Terminei o Ensino Médio em 1988, não tenho Ensino Superior, Criei o Blog Só Pudia Ser Ó Wal com a ajuda dos amigos: Cristiane Sousa, Ibermon Macena, Jackson Douglas, Junior Cunha e Rodrigo Viany. Sou totalmente eclético só para expor minhas ideologias.... O blog possuí muitos textos, mas nada especifico, acredito que sejam um pouco de tudo e pouco do nada, mas também há outros. Divirta-se.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O tempo do cotidiano e o tempo histórico - 1ª Parte

Por: Mauro Luis Iasi com a Fonte: Blog da Boitempo
“Seria tudo o que vejo natural, e estaria eu doente, ao desejar remover o irremovível? Li canções dos egípcios, dos homens que construíram as pirâmides. Queixavam-se dos seu fardo e perguntavam Quando terminaria a opressão. Isso há quatro mil anos.” – BERTOLT BRECHT
O tempo flui indiferente às mazelas e pequenas catástrofes daqueles que o criaram. Mais uma dimensão daquilo que se estranha e volta contra seus criadores como uma força hostil que parece controlá-los, mais uma vereda do fetichismo e da reificação, mais uma face de tempos sombrios que nos couberam atravessar. O tempo é uma criação humana. Na natureza as coisas simplesmente são. Elas têm seus ciclos de nascimento vida e morte, acendendo e apagando segundo a necessidade, nos dizia Heráclito de Éfeso. No entanto, as coisas, orgânicas ou inorgânicas, existem e percorrem seus caminhos sem a dimensão do tempo – este é uma construção do ser social na medida em que não apenas existe, mas ousa produzir as condições de sua existência rompendo os limites das barreiras naturais, tornando-se um ser histórico e social. Em nossas consciências imediatas o tempo se apresenta como único, como um fluxo dentro do qual se dá a trajetória das coisas e dos seres, de maneira que nossa impressão é que existe fora de nós, que dias e noites se sucedem, formando a carne dos dias que fenecem, somando-se em semanas e meses, até que anos e décadas anunciam a proximidade do fim inexorável. Tal fluxo existe em si e nós nos jogamos em sua corrente para viver o que nos cabe. Pulamos de onde? Bom, João Ubaldo Riberio em seu Viva o Povo Brasileiro, descreve a curiosa tese do “puleiro das almas”, no qual aguardamos nossa vez de entrar na dimensão temporal e mundana. Parece-me tão pertinente como qualquer outra tese religiosa ou filosófica. Ó Wall!!! Continua...

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